Desabamento em Taguatinga ainda pode ter vítimas soterradas. CBMDF retoma buscas

Emerson F. Tormann 22 de out de 2017
KLEBER SANTOS 29 - Eleições CREA-DF
Foto: Divulgação/CBMDF
Bombeiros retomam buscas de possíveis vítimas de desabamento em Taguatinga

O trabalho recomeçou após uma família reclamar o desaparecimento de um homem que possivelmente trabalhava no local

O Corpo de Bombeiros informou que retomou na manhã deste sábado (21) as buscas por possíveis vítimas soterradas no desabamento de uma construção na Avenida da Misericórdia, na Colônia Agrícola Samambaia, em Taguatinga. A parte traseira do prédio, que estava sendo erguido mesmo em situação irregular, caiu na manhã de ontem (20), mas ninguém chegou a ser localizado na ocasião após a corporação fazer buscas com o apoio de cães. Para a ação, foram deslocadas 13 viaturas e 32 militares dos bombeiros.

Ainda ontem, os bombeiros acreditavam que a hipótese de que houvesse alguém nos escombros era mínima, até pelo fato de não ter tido procura de familiares por pessoas que trabalhavam no local. Porém, a corporação foi procurada hoje por uma família que reclamou o desaparecimento de um homem que possivelmente trabalhava na obra.

Após ser contatada pela família, o Corpo de Bombeiros retomou as buscas por volta das 10h. Cães farejadores estão no local para a nova varredura. Durante a manhã, segundo os bombeiros, os cães identificaram algo que ainda não pode ser dado como garantia de que seja a presença de uma pessoa. A equipe que está no local trabalha na retirada dos escombros.

Por volta das 20h, nada ainda havia sido encontrado, mas a corporação não descarta a hipótese de que possa haver uma vítima, já que a família continua não conseguindo contato com um dos trabalhadores. Os bombeiros informaram que trabalham na retirada dos escombros mantendo a segurança das guarnições e com o cuidado para que, se houver vítima e com vida, possam fazer a retirada sem agravar o quadro que possa apresentar.

Os trabalhos devem prosseguir durante toda noite e continuarão nos próximos dias. Diferentemente do que ocorreu pela manhã, os cães voltaram ao trabalho à tarde e não deram indícios de algo que presuma a existência de pessoas soterradas.

Foto: Divulgação/CBMDF

Fonte: Jornal de Brasília
Kleber Souza dos Santos

Engenheiro Agrônomo (UFSC, 1992). Mestre em Gestão Econômica do Meio Ambiente (UnB, 2001). Especialista em Gestão do Agronegócio (UnB, 2009). Especialista em Botânica (UFLA, 2006). Especialista em Administração Rural (UFV, 1995). Candidato à Presidência do CREA-DF, eleições 2017.

2 comentários para ''Desabamento em Taguatinga ainda pode ter vítimas soterradas. CBMDF retoma buscas"


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  1. Eu acabei de dar vistas na reportagem do desabamento do edifício na Vicente Pires. Tudo leva a crer principalmente pelo informe do último parágrafo que o proprietário deve contratar um engenheiro para fazer um laudo para identificar a anomalia que levou ao desabamento. Isso significa que a obra estava sendo edificada provavelmente por um "mestre de obras" com anos de "experiência". É muito típico deste tipo de profissional dimensionar pilares e vigas pela "experiência" que adquiriu em obras que passou e assim o torna um expert em estrutura. Pelas fotos da reportagem, a edificação apresenta laje maciça, pilares e vigas um tanto esbeltos para vãos aparentemente um pouco maiores que 3 metros. A Agefis acredito que tenha feito o seu papel, contudo faltou mais empenho por parte do CREA em lacrar a obra por não haver um responsável técnico e anotar os dados do empreiteiro e criar um banco de dados destes maus profissionais, obrigando os mesmos a se legalizar junto a este Conselho. Com isso poderia dar chance de empregos diretos e indiretos aos profissionais credenciados no Conselho.

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  2. Realmente Edson, o CREA deve ser mais efetivo em suas fiscalizações e determinações junto aos órgãos competentes. Mesmo que o departamento de fiscalização do CREA DF tenha em sua programação de rotina a integração com outros órgãos do GDF e MPDFT, deve fazer valer suas decisões a fim de embargar obras irregulares e punir exemplarmente os maus profissionais.

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