Campo magnético pode ser muito mais antigo, diz pesquisa

Emerson F. Tormann 31 de jul de 2015
KLEBER SANTOS 29 - Eleições CREA-DF
John A. Tarduno, Rochester university
O campo magnético da Terra tem preservado a vida local, protegendo contra os implacáveis ventos solares, as correntes de partículas vindas do Sol, que caso contrário destruiriam a atmosfera do planeta e sua água. ”Seria um planeta bastante estéril sem isso”, disse o geofísico John Tarduno, da Universidade de Rochester.

Mas tem havido um debate entre cientistas sobre quando este campo vital, gerado pelo núcleo de ferro líquido da Terra, se formou. Pesquisadores disseram nesta quinta-feira que evidências contidas em minúsculos cristais recuperados do deserto no oeste da Austrália indicam que o campo magnético foi criado há pelo menos 4,2 bilhões de anos, muito antes do que se acreditava.

Pesquisas anteriores haviam estimado que o campo fora gerado há cerca de 3,5 bilhões de anos, cerca de 1 bilhão de anos após a formação da Terra. O novo estudo mostra que o planeta era protegido por seu campo magnético bem no começo de sua história. ”O vento solar teria sido muito mais intenso há 4 bilhões de anos”, disse Tarduno, que liderou o estudo, no periódico científico Science.

“Sua capacidade de erosão era talvez 10 vezes maior do que é hoje. Sem um campo magnético, haveria uma tremenda possibilidade de erodir a atmosfera e remover a água do planeta.” O estudo focou um mineral chamado magnetita contido dentro de antigos cristais de zircão achados na Austrália. A magnetita preserva um registro da força do campo magnético à época que o mineral foi aprisionado dentro do zircão.

Fonte: Exame
Kleber Souza dos Santos

Engenheiro Agrônomo (UFSC, 1992). Mestre em Gestão Econômica do Meio Ambiente (UnB, 2001). Especialista em Gestão do Agronegócio (UnB, 2009). Especialista em Botânica (UFLA, 2006). Especialista em Administração Rural (UFV, 1995). Candidato à Presidência do CREA-DF, eleições 2017.

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